segunda-feira, 19 de março de 2012

Os danos Neuropsicológicos do CRACK


Há diversas complicações neuropsicológicas associadas ao consumo do 
CRACK. A investigação neuropsicológica de uso de substâncias contribui para esclarecer questões diagnosticas sobre as funções que se encontram prejudicadas ( Andrade et al. 2004). Podendo assim realizar um reabilitação cognitiva através de atividades que visem à recuperação ou amenização dos déficits cognitivos ( Allen. Goldstein  e Seaton. 1997). Em um estudo ( Ardila et al. 1991) comprovaram que os usuários de cocaína , com 30 dias de abstinência, tinham prejuízos nas tarefas  de memória verbal, visual, atenção, nomeação e capacidade de abstração. ( Strickland et al. 1993) realizaram um estudo com pacientes me um período significativo de abstinência, em torno de seis meses. Foram relatas diferenças em relação às tarefas que requeriram sustentação da atenção, concentração, novas aprendizagens, memória visual e verbal, fluência verbal, integração motora e alteração no fluxo sanguíneo cerebral. ( Selby e Azrin 1998) Estudaram dependentes com período de três anos de abstinência e não foi encontrado nenhuma diferença significativa entre o desempenho dos usuários e do grupo controle, o que sugere que após um longo período de abstinência, é possível que a atividade  neuroquímica se regularize. ( Bolla et al. 1999) Investigaram trinta usuários de cocaína, que apresentaram déficits nas funções executivas, viso-percepção, velocidade psicomotora e destreza manual. Este também relatou que quanto maior o uso ( gramas por semana) maior é o decréscimo do funcionamento nos testes neuropsicológicos. 
Um estudo realizado por ( Cunha et al. 2004), avaliou o desempenho neuropsicológico de usuários de CRACK, durante a segunda semana de abstinência, e um grupo de controle com voluntários normais. os testes avaliariam a atenção, memória, aprendizagem verbal, linguagem, funções executivas e viso-espaciais. Os resultados mostram um comprometimento em todas as áreas de funcionamento cognitivo avaliadas. Em relação à atenção o desempenho dos dependentes esteve rebaixado.
O estudo de ( Cunha et al. 2004), revelou diferenças significativas na linguagem, evidenciando um déficit de expressão verbal. Eles produziram menos palavras iniciadas pelas letras F, A e S. Obtiveram escores inferiores ao grupo controle no teste de memória e aprendizagem verbal, apresentaram problemas no armazenamento de novas informações verbais. Uma das áreas  ais prejudicadas, onde os pacientes obtiveram a pior performamce, foi as funções executivas, que é a capacidade de iniciar ações, planejar e prever meios  de solucionar problemas, adiantar consequências e modificar estratégias de forma flexível ( Lezak, 1995).
Um teste inovador denominado Iowa Gambling Task (IGT), que simula situações de ganho e perdas, com o objetivo de avaliar como o individuo processa o sistema de recompensas e punições. Este teste tem o intuito de examinar o processo de tomada de decisões em pacientes com lesões no córtex pré-frontal (CPF), que apresentam conduta social desajustada, bem como sérios probelmas na tomada de decisões e na execução de ações ( Cunha, 2006).
O dependente químico apresenta um série de comportamentos auto destrutivos, apontando para disfunções no CPF. ( Grant et al. 2000), utilizou o IGT na avaliação de dependentes químicos, estudaram um grupo de abusadores de diversas drogas que tiveram um desempenho significativamente pior comparados ao grupo controle.





http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0228.pdf 





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